CRÔNICA DA CRÔNICA
Vejo-me obrigada a fazer uma crônica mais não tenho a mínima ideia que bicho é esse.
Pego papel e caneta. Penso... Repenso... E nada!
Nada ou coisa alguma vem a minha mente.
Sinto-me incapaz de colocar em um papel aquilo que vivo; Aquilo que acho que sei; Aquilo que sinto!
Nesse exato momento algo me atormenta. Estou em meio a um abismo entre o saber e o não saber... Entre o querer e o deixar pra depois... Fico adiando as horas, os dias e a total entrega.
Repito várias vezes... Amanhã eu faço... Amanhã... Eu faço!
Finjo não lembrar que o tempo não para, a vida não espera e as ideias não caem do céu. Preciso de inspiração, preciso de algo para falar... Preciso de algo para escrever. Tento... Tento... Tento e não consigo. Parece que a única alternativa cabível é desistir; e eu poderia fazer isso se não houvesse a forte e incontestável pressão de ter que entregar essa coisa que não sei como começa, tão pouco como e quando termina.
O medo do desconhecido me aflige me incomoda, me tira o sono e o pouco sossego que ainda me resta.
Levanto, sento, levanto, sento. Sem saber o que fazer levanto de novo e finalmente decido ir ver televisão. Quero e mais que tudo desejo que aquele troço seja capaz de me dá a tão esperada inspiração que me falta.
Olho para um lado olho para o outro, mexo nos cabelos... Bato o pé e... Nada! Não sei como se faz isto continuo insistindo em não saber. Fico a espera de alguém que me ajude; alguém que chegue do nada e diga: Ei! Não se desespera eu faço pra você. Espera longa e bastante cansativa... Ninguém vem ninguém virá! Nesse instante percebo que preciso brigar com a pessoa dentro de mim para que ela se solte; para que ela entregue os pontos, é necessário que o ser que me habita grite bem alto seus medos, seus erros, seus acertos, o riso, a lágrima.
Travamos uma guerra e chegamos ao consenso que não temos esse dom, não sabemos do que falar, não sabemos como falar; nunca nos entendemos bem com as palavras. E é por esse motivo que encerro por aqui algo que nem sei se comecei.
Universidade Estadual do Piauí- UESPI
Acadêmica: Ranelly Alencar
Letras/ Português
Fronteiras- PI
2013.1
Muito boa. \o/
ResponderExcluir...e assim nasceram os grandes textos e os grandes autores, com humildade... siga em frente...
ResponderExcluir